OBRIGADO,
PADRE WERENFRIED!
  Centenário

O Contexto

O ano de 1967 foi particularmente celebrado pelo Santuário de Fátima; assinalava-se então a efeméride jubilar dos cinquenta anos das Aparições.

O P. Werenfried com a Irmã Lúcia, em Fátima, por ocasião da comemoração dos 50 anos das Aparições.

A vinda do Papa Paulo VI para presidir à peregrinação aniversário do dia 13 de Maio prenunciava um ano rico em iniciativas celebrativas em honra da Mãe de Deus. A deslocação de Paulo VI à Cova da Iria comoveu o mundo crente, muito particularmente os devotos de Maria. A presença do peregrino de Roma teve repercussões benéficas em Portugal e no estrangeiro.

A Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) foi consagrada a Nª Sra. de Fátima no dia 14 de Setembro de 1967.



O P. Werenfried, que desde há muito cultivava uma piedade mariana, sentia-se particularmente tocado pela centralidade da mensagem de Fátima: oração, penitência e conversão de pessoas, grupos e nações. A Obra por ele fundada intuíra desde o princípio levar para a frente uma acção de ajuda associada ao perdão entre as populações deslocadas, vítimas da segunda guerra mundial e subsequente implantação do comunismo russo nalguns países do Leste europeu.

Nas aparições de Fátima vira o P. Werenfried um gesto sublime de Maria; a Mãe de Jesus não quis ser apenas admirada, invocada e venerada; em sublime mensagem manifestou desejo de unir os corações dos homens e das nações; um acto de consagração devia selar a firme vontade de conversão em ordem aos valores do Reino. O mal no mundo seria vencido por corações penitentes e orantes. Era o coração da Mãe a chamar por todos os cristãos a unir seus corações ao d’Ela. Tinha-se pela frente uma luta ingente, uma revolução que a todos desafiava. Esse dinamismo de empenho pautar-se-ia pelo amor; o ódio ainda anichado nos corações de muitos deveria ser vencido pelo amor.

Em Fátima desde o início das aparições celebrava-se o amor da Mãe de Deus; um amor que se preocupava pelos mais afastados e abandonados – “…levai as almas todas para o céu principalmente as que mais precisarem”. Papas, bispos e povo crente não se alhearam duma tal mensagem; em gesto de filial confiança, consagraram-se e consagraram o mundo ao Imaculado Coração de Maria.