OBRIGADO,
PADRE WERENFRIED!
  Centenário

«Chapéu dos Milhões»

O Padre Werenfried com o seu «Chapéu dos Milhões»

Mas qual é a história do seu chapéu? Onde o conseguiu? Sobre isto algumas pessoas já se devem ter interrogado.

A história é a seguinte:
quando ainda era um jovem sacerdote, o seu chapéu um dia perdeu-se. Procurou um novo no vestiário do mosteiro mas em vão porque nenhum dos chapéus que aí se encontravam lhe servia. O único chapéu que lhe servia, pertencia na realidade ao abade geral em Roma, o que no entanto não o impediu de o levar emprestado. Que nunca o devolveu sabemos nós, pois o chapéu tornou-se numa lenda!

Era como se fosse a sua marca registada. Durante quase 60 anos o P. Werenfried foi pedindo com este simples chapéu preto nas mãos.

Com o passar do tempo, o seu bom e velho chapéu ficou com buracos, mas até aí o P. Werenfried, o optimista inabalável, viu uma vantagem, assim podia sempre dizer que era melhor dar notas, porque as moedas iriam cair pelos buracos…

Depois das suas pregações, muitas pessoas ficaram tão inflamadas com as suas palavras, que deram muito mais do que realmente podiam dar em dinheiro. Algumas pessoas chegaram a dar ao Padre Werenfried até mesmo as suas alianças de casamento.

As suas pregações eram um fenómeno e as pessoas ficavam tão entusiasmadas que cada um queria contribuir com alguma coisa. Até mesmo as chaves do carro iam parar ao chapéu - o carro ficava estacionado na rua à espera de um novo proprietário. Aliás, o Padre Werenfried falou várias vezes sobre os buracos do seu chapéu, com o seu humor habitual, mostrando que não valia a pena dar moedas porque elas cairiam e, por isso, seria melhor dar apenas notas!

Na altura, o Cardeal Meisner até fez a comparação entre o chapéu do P. Werenfried e o seu barrete cardinalício e descobriu-se que ele tinha um pouco de "inveja" do seu bom chapéu de mendigo…


«Quanto mais vazias estiverem as mãos, mais cheio de alegria está o coração. Isto testemunha o chamado chapéu dos milhões ou mais exactamente o chapéu dos mil milhões do Padre Werenfried. Do ponto de vista material ele não é quase nada. Do ponto de vista dos ideais é uma riqueza fabulosa de grandiosidade e generosidade, que Deus deu ao Padre Werenfried. Um dia, vão pôr-me o meu barrete cardinalício no meu caixão. Talvez se devesse depois de muitos anos pôr o chapéu dos milhões no caixão do Padre Werenfried… Eu gostaria muito de trocar de chapéu com ele.»
 

  O P. Werenfried no final da Missa com a colecta no seu Chapéu dos Milhões, para acudir aos vários pedidos de ajuda.

O Padre Werenfried, acima de tudo, considerava que a sua verdadeira vocação era como mendigo, chegando mesmo, quando já tinha dificuldade em andar, a sentar-se depois da missa ao fundo da igreja, com o seu lendário e já gasto «chapéu dos milhões», para recolher dinheiro para a sua causa.

Foi inevitável o crescimento da Obra do Padre Werenfried. Nos anos seguintes, a ajuda já chegava a todos os continentes do mundo, contando somente com a providencia de Deus que fazia a generosidade acontecer no coração de milhares de benfeitores.

Um benfeitor de Frankfurt, em representação de muitos outros benfeitores da tua Obra, escreveu: "Sempre que eu apoio os projectos da Ajuda à Igreja que Sofre, penso no chapéu dos milhões."

P. Werenfried mesmo quando já tinha dificuldade em andar, sentava-se no fundo da Igreja com o seu chapéu dos milhões para recolher dinheiro para a sua causa.