OBRIGADO,
PADRE WERENFRIED!
  Centenário

O Padre Toucinho

O «Padre Toucinho»
  
Como tudo começou? O P. Werenfried nasceu no dia 17 de Janeiro de 1913 no Mijdrecht holandês, perto de Amesterdão. Neste dia a Igreja comemora Santo Antão o Eremita, aquele santo que é representado com um porco. Como isto é oportuno, quase todos conhecem a fotografia do Padre Toucinho com o porco ao colo! Ele mesmo considerou isto como "humor da Providência". Aliás, não foi muito simples tirar a famosa foto com o porquinho. É que o porquinho era sossegado demais, mas o P. Werenfried achou que ele parecia triste e não gostou.
Então insistiu em esperar até o pequeno suíno ter uma expressão contente...

A obra do Padre Werenfried van Straaten, conhecido como o “padre toucinho”, começou nos escombros da II Guerra Mundial, lançando uma enorme operação de recolha de bens essenciais para acudir os milhões de alemães que vagueavam perdidos pelo Velho Continente – daí o epíteto de Padre Toucinho, pois ficou lendária a quantidade de toucinho fumado que conseguiu reunir.

Edmund Zabel, um jovem de Oberkirch, recorda-se do início da Obra do P. Werenfried, da perspectiva de um alemão. Ele conta-nos além do mais, como se chegou à alcunha de "Padre Toucinho", pela qual se tornou conhecido em todo o mundo:

«Eu venho de Kleve, na fronteira holandesa. Depois da guerra, o nosso país estava quase noventa por cento destruído, com as necessidades daí decorrentes. Nós, jovens, não achávamos isto tão grave mesmo que naturalmente tivéssemos gostado de ter alguma coisa boa para comer. Num determinado momento, quero dizer no ponto alto da fome de 1947, soubemos uma coisa totalmente inacreditável. Um padre holandês tinha-se revoltado com a miséria dos Alemães, acima de tudo com as terríveis privações das crianças. Naturalmente na Bélgica as pessoas estavam indignadas com isto, mas Werenfried não se deixou desencorajar. Estupefacto, eu li que ele tinha pedido: 'Não preciso de dinheiro nenhum vosso, porque com dinheiro não se pode comprar nada na Alemanha. Peço toucinho!' E já tinha chegado à sua alcunha.»

O P. Werenfried gostava que o chamassem de "Padre Toucinho". Divertido, sempre sublinhou que este nome não vinha da corpulência...